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Koniec

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Faltava esta

"A British woman wrote to UK detectives saying: “There are six to eight tunnels under Praia da Luz that the PJ [Portuguese police] have not searched. There is a tunnel under the church, there are tunnels under Estrela da Luz apartments. These have not been searched.

“The archaeologist involved with these tunnels was arrested as an abuser in the Casa Pia case but later released [this was a notorious child abuse scandal centring on orphanages in Lisbon].

“Does this not send alarm bells ringing? Something not right in Portugal. Why are the PJ not searching these tunnels and the church?”"

Já ligam a Casa Pia à Maddie, falta ligar Camarate à Casa Pia e ao BCP e depois dar um nó e atirar ao mar. OK?
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Eu não sou de seguidismos

Nem sem bem como se escreve. Mas o JP Simões tem um novo CD e vale a pensa continuar a visitá-lo. A 21 e 23 em Lisboa. E depois, por aí.
A propósito, há por aí uma ideia nova, que a malta dos bares e dos esconsos e das esplanadas e das decomposições fez. Está em ideiacidadnia.com. Detestamos o epíteto da cidadania, mas que raio, não encontrámos nada melhor. Ide. Aos dois. Ouvir música e ao Ideia.
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Recordar: Flashback de Setembro de 2001

Oito anos depois, vale a pena ouvir Pacheco Pereira, José Magalhães e Lobo Xavier
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Magalhães, o anti-gay

O Ministério Público de Torres Vedras mandou tapar uma réplica caricatural do computador estatal Magalhães que ornamentava o ecrã com uma página falsa do Google onde apareciam thumbnails de raparigas seminuas. O MP achou que o conteúdo era explicito e que não se podia gozar com o Magalhães, que é um computador que se dá ao respeito e que nem o carnaval da cidade, onde é hábito os homens travestirem-se, era razão boa para tal malandrice.

O Ministério Público e o Juiz de Torres Vedras que autorizou tal censurinha imbecil deviam ficar como o Morgado. Ou, se calhar, já estão. Eu até podia dizer aqui que o MP de Torres Vedras tem tiques fascistas, que isto anda num clima de censura que não se pode, etc, etc.

Mas não.
O que se passa é que há pessoas burras, imbecis, estúpidas, preconceituosas, em lugares de poder, onde se pede bom senso. É o resultado da lei de Murphy aplicado às sociedades ocidentais.

Deixem lá o Magalhães ver gajas na net, senão ainda se quer casar com outro Magalhães e ainda não há lei para isso.

E, a propósito, mas alguém acha que as expressões "tits", "boobs", "naked" ou "blowjob" não serão as mais procuradas pelos púberes alunos da banda larga socrática?. Deus nos livre se não for assim.

Masturbai-vos, rapazes e raparigas, à pala do Magalhães, que ao menos a banda larga vos sirva para uma adolescência feliz.
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Que futuro deste futuro?

Em breve, deixaremos de existir. E isso é bom.
Este Fevereiro, como se vê na excelente apresentação de Juan Enriquez, a TED mostrou pequeno véu do que está, hoje mesmo, a ser feito. Aqui fica o vídeo. Volto daqui a 18 minutos.



Ora, a partir deste delicioso vídeo, podemos empurrar um pedacinho mais o futuro. Imaginemos que, através na nanotecnologia, podemos contar que a ciência médica evolui para o estado na cirurgia não invasiva, onde nanobots são colocados na pele de uma pessoa que sofra do coração ou dos rins. Na própria pele esses pequenos trabalhadores vão recolher as estaminais necessárias para entrar no corpo e realizar a operação ao rim ou ao coração "on the way". No final, esses nano-cirurgiões abandonam o corpo, pela pele, cumprida a tarefa.

Mas há mais. Imaginemos agora que a ciência e a tecnologia consegue levar-nos ao ponto de sermos capazes de rearranjar as nossa extremidades de prazer. Isso mesmo: passemos a capacidade de termos um orgasmo, via reposição de extremidades nervosas, sempre dinâmicas, para os dedos, ou para o nariz, ou para qualquer outra parte. Assim, quando nos apetecer, podemos ter esse orgasmo apertando a mão da outra pessoa, se configurarmos convenientemente o corpo para tal.

Isto tornaria o prazer uma especie de masturbação socializável, onde cada corpo não dependerá apenas da posição morfológica, mas apenas e só da vontade espontânea de ter prazer sobre alguém. Não "com" alguém.

O que leva ao passo seguinte: a evolução das relações sociais e a forma mais idílica, se quisermos, da partilha.

Mas não pára por aqui. Porque com o eterno rearranjar dos órgão e das células e, se juntarmos a isto, a evolução das ciências genéticas, o medo da morte tende a desaparecer, tal como o sentimos hoje. O que nos impele a uma relação com o mundo diferente. Menos assutada, mais espontânea, menos discreta. O que levará, em boa medida e se o conseguirmos, a um Mundo, a uma sociedade menos aperrada.

A libretação da morte, para além das letras de Camões, passa a fazer-se através da tecnologia.
O que leva a que outra tecnologia, a política ou a religião, se alterem. Isto porque o poder muda de centro. A capacidade do ser humano se regenerar ao longo da própria vida passa a ser tão banal que a sua experiência, em equilibrio, se transforma em algo para nós impensável: a fuga do lightismo, a entrada na espirutualidade.

Qual Armstrong, o novo homem explorará as fronteiras do medo. Irá mais longe. Haverá a reconstrução do passado sem os compelxos de perda, porque tudo é "rebootable". E isso levará ao eterno retorno do sensitivo. Como nos tempos de abundância. E enquanto em Marte sintetizaremos oxigénio, água, azoto, tudo o que Kim Stanley Robinson imaginou, em todo o lado poderemos finalmente chegar à Utopia. E é o futuro deste futuro que me interessa, porque este parece estar aqui já.

Numa palavra, com a morte afastada, o sexo desinibido e a mente capacitada, entenderemos Chopin.

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Ponto de escuta nº2, à rua do Arsenal

Este não é um tempo fácil, caro ouvinte. Este é um tempo difícil.
Permita que lhe dê umas notícias soltas do mundo, para sustentar o que digo.
O Governo Chinês mandou 40 milhões de pessoas voltar ao campo, para que haja comida e não fome.
O Governo Brasileiro vai ajudar os Estados Unidos. Repito: o Governo Brasileiro prepara-se para ajudar os Estados Unidos.
Os Americanos têm a maior parte da dívida em mão chinesas e Indianas e estes países estão a bater-lhes à porta para cobrar.
O Estado Português não investiga as fraudes no Banco Português de Negócios nem no Banco Privado Português. Dizem-me amigos bem informados que o buraco e a bagunça é tão grande que parte do Produto Interno Bruto pode ser engolido pelo serviço feito pelos metralhas que andaram a gerir o banco e agora estão de mão estendida.
Eu repito: o tempo está difícil. As ideologias não servem para nada, neste momento. Imagine apenas que hoje o mundo é um jogo de Monopólio e que o jogador que guardava o dinheiro fugiu com a caixa, deixando os outros com casas e empresas, mas sem dinheiro para pagar.
O Estado não baixa as taxas sociais nem acaba com o Pagamento Especial Por Conta, que é uma invenção da dra. Ferreira Leite.
Por falar nisso, a líder do PSD sempre que se mostra, parece que está de robe e na hora de ir para a cama. Jerónimo de Sousa desapareceu. Louçã e o Bloco de Esquerda estão entretidos em expulsar raparigas jeitosas e antigos homens providenciais. Paulo Portas desapareceu na sua própria dança de poder.

Resta-nos a Carmelinda Pereira. Mas nem essa se mostra interessada em salvar o País.

Estará na altura de ter um Rei?