Passou-me isto pela cabeça



E se estes silvas se baterem pela presidência, será que o silva da esquerda ganha?
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12 Erros - Teaser

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saudosa maloca

Quinta-feira, Setembro 11, 2003

Dois haikus ao mar

Ó preia-mar, preia-mar
Ó preia-mar
do Mar Morto


Ó baixa-mar, baixa-mar
Ó baixa-mar
parvo a outro


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A Marina é um doce. A entrevista correu bem. Deve passar amanhã.
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Quero ser um GNR



Não sei se pode ser viral, mas que o video aloolico da GNR é bom, lá isso é
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12 Erros - SITE

Atenção a

12erros.com

Faltam três dias para darmos mais prémios do que a Santa Casa!
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12 Erros - começa a festa


Antena1
Esta manhã eu e o Rui somos entrevistados pela Antena1 por causa do nosso livro "12 Erros que Mudaram Portugal", que está nas bancas a 20 de Novembro.

A entrevista é à Antena1 e é a primeira de muitas - esperamos - para promover o texto que com tanto carinho andámos a pentear durante muitos meses.

O mais interessante desta entrevista é que vai ser conduzida por Ana Aranha, a jornalista que cuida do programa "À volta dos livros" e que foi nossa (minha e do Rui) professora de Jornalismo no ido ano de 1989.

A Ana ficou como uma marca incrível na nossa vida escolar - que nunca foi muito académica, diga-se. Além de uma extraordinária "stôra", que nos fez apaixonar pela profissão, era (e será, certamente, ainda hoje), uma mulher lindíssima, daquelas por quem todos os alunos acabam por ter uma paixoneta platónica.

Quando ela ligou e disse ao que vinha, e depois de lhe ter dito que o livro era, também, culpa dela, percebi que 19 anos tornaram-nos iguais.

Mas o Ricardo Sérgio*, amigo desses anos e que sempre se manteve perto do coração, com quem preparo o próximo livro, fez uma aposta comigo: "Não és homem não és nada se não a tratares por stôra durante a entrevista".

Acho, Ricardo, que me vou acobrardar... Mas perdoarás.

*O Ricardo, que mantém o belíssimo Breviário (ver coluna da direita), é a voz da Antena3 pelas tardes de 2ª a 6ª e produtor na antena jovem do Estado.
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Nerd is in



Ok, ok, eu nerd de trek confesso a pobre amante que tenho nas coisas do senhor Roddenberry. Este é o novo trailer do filme - o número 11 - da série O Caminho das Estrelas. Deram a coisa a JJ Abrams e parece (parece) que vem ai qualquer coisa de interessante.

Podia entediar-vos com comentários sobre o trailer, dizer que o novo teletransporte me parece do melhor, que em Vulcan não há céu azul, que a Nichelle Nichols nunca usou sutiã, mas que interessa se o pedacinho de filme ali de cima faz salivar os trekkers, com um novo elenco nos papeis de Kirk, Spock e McCoy?

(estive a falar para o boneco, certo?)
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Clash of titans

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o gajo da epul e o obama

Um tipo  que trabalha na Epul parece que mandou um mail com o cartaz abaixo, do correio profissional, à malta amiga.



Diz o Público que levou com um processo disciplinar por causa disto. O José Sá Fernandes veio logo dizer que havia falta de humor, que não quer o funcionário despedido, enfim, o costume.

Imagino se o cartaz fosse do McCain e dissesse "Não vote no escuro" o Fernandes já achasse que a coisa era o pior do racismo e que os e-mails da empresa não podem servir para mandar piadas e que o tipo devia ser despedido.

Para mais, não vejo a EPUL a levantar processos disciplinares por causa do Obama, cheira-me a coisa a esturro.

Por isso, quando a dona Manuela Leite diz que o jornalismo é demasiado importante para ser deixado aos jornalistas, embora discorde, até compreendo.
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E já cá canta, que há gente exigente em casa

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atão, vá

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Já nos States




Os 12 Erros em Las Vegas, por Frederico Duarte Carvalho!
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Que saudades do Inverno



Serei o único ter vontade?
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Globalização, não é? Depois dá nisto




Neste, car@ leitor@, atenção ao minuto 2'20''. Vai valer muito a pena.
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O posfacista é préleitor



Já está impresso! O Frederico Duarte Carvalho, nosso homem de posfácio e culpado pela motivação, já o apalpou. Em breve estará na rua (o livro, não o Fred, que é caseirinho)
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Obama, já estás a mudar o mundo

Duas freiras octogenárias e um padre, de língua afiada e punhos cerrados, espancaram o proprietário de um restaurante no sul de Itália, por causa de um contrato de arrendamento.
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Enquanto isso, na Madeira...

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MSNBC LIVE - Eleições 08 - O Dia Seguinte

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Um Obama que merecia, um McCain que não merecia



A vitória de Barack Obama mostra, uma vez mais, a superioridade das populações costeiras norte americanas, quer estejam no Atlântico, no Pacífico ou nos Grandes Lagos.

A vitória de Barack Obama é um sinal claro que, quando muito é mal feito, a mudança, dentro do sistema, é desejada e possível. Em português cru, há um preto que manda no mundo. E isto é bom. É bom para acabar com ideias velhas, é bom para o equilíbrio social, é bom porque mudar a cor de pele vai mudar o comportamento do mundo inteiro.

McCain, o derrotado, não merecia tal derrota, e faz desejar que há oito anos tivesse sido ele. É um bom homem, um liberal, uma pessoa que nunca se conformou com os neocons nem com a parafernália dos imbecis que polulam as fileiras republicanas.

Claro que só existe Obama porque existiu Bush. Se McCain estivesse a acabar o seu mandato agora, com um qualquer vice-presidente ao lado, Obama não tinha sido eleito. Era Hillary a vencedora de ontem. Porque é das grandes raivas que nascem as grandes revoltas.

Obama tem agora de provar que tudo o que disse era verdade. McCain desaparece na história com honra e erguido.

Eis os discursos fundamentais da noite.



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Queremos um assim. Até se pode chamar Magalhães

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BPN (Banco Português Nacionalizado)1




Não faço a mínima ideia do que significa a nacionalização do BPN para a economia portuguesa, para o sistema bancário, para a família ou para os accionistas. Podiam ter dito que nacionalizavam o BCP, o Santander ou o Montepio, que ficava na mesma.

Não é que não perceba o que ali está, o problema. A questão não é semântica ou de interpretação da conjuntura. O meu problema é outro, é aquele que está para além da próxima terça-feira, ou da passagem de ano, ou mesmo das legislativas. A minha ideia perigosa é que tento imaginar um Estado em que todos os bancos precisem de ser nacionalizados. Ou um Estado em que todas as empresas farmacêuticas precisem de ser nacionalizadas. E as leitarias, e os supermercados, e as estações de rádio.

Porque não interveio o Estado no fim do O Independente ou de A Capital? Será que a liberdade de imprensa e a ajuda que a comunicação social dá ao "pensar" da sociedade não vale tanto como os bancos?

Vejamos se me explico: eu não me importo que o Estado nacionalize a banca em apuros, se isso servir para defender quem tem dinheiro nos bancos e os próprios trabalhadores. O que me custa é que não se intervenha em sectores, digamos, menos palpáveis mas igualmente importantes. Todos temos uma nota de dez euros no bolso. Poucos temos uma ideia, uma crónica ou uma reportagem na carteira. Mas o que as segundas fazem é questionar, mostrar, debater e criar dinâmicas sociais, que são o fundamento da evolução.

O sistema financeiro foi desenhado para que a sociedade progredisse. Mas esta só o faz se, e quando, os que podem e devem pensar, desafiar, estão lá, presentes e operativos.

Hoje, a nacionalização do Pacheco Pereira, da Helena Roseta, do embaixador Cutileiro, do Adriano Moreira, do João Aguiar, do Lobo Antunes, da Lídia Jorge, do Manuel Alegre, do Louçã, do Pedro Arroja, do Paulo Portas, do Adelino Maltez, sei lá, de tantos, parece-me bem mais urgente do que a nacionalização de um banco que pode - e deve - ser comprado por outro banco. Sim, porque os bancos em Portugal, segundo nos dizem, estão a perder percentagem de lucros, não a ter prejuízos. Por isso, uma qualquer CGD pode comprar o BPN, garantir depósitos aos honestos e deixar que a justiça trate dos outros - os maus gestores que danificaram a instituição.

Sinceramente, o que sinto é que estamos na fase do mercurio-cromo de uma ferida que vai gangrenando. Não sei para onde. Mas estranho...
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O que ler

Em inglês, escolha aqui:

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l'air du temps

Que se passa, a três dias de eleições?

Former Reagan adviser endorses Obama

Obama has testy moment with the media

Bill Kristol Knocks New York Times, Predicts McCain Win On "Daily Show"

Ron Reagan: I Endorse Barack Obama
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Os estivadores e o Sousa Tavares




Ando há dias para escrever qualquer coisa sobre a cena do Tavares sair sob escolta da câmara por ameaça de 200 estivadores do porto de Lisboa.

Mas só me vêm à cabeça coisas muito gays, desato a rir sozinho e não me sai nada.
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Apoio

Este blogue apoia Barack Obama e Sarah Palin e o vice do Obama que ninguém sabe o nome e o velhote e o outro velhote da deco lá do sítio. E todos os outros candidatos. Em todos os países estrangeiros.

Vale de muito, não vale?
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Ainda as mulheres



- Não sei se consegue entender, mas o que importa não é o sexo em si...

- Não entendi.

- Humm. Compreenda. Eu nada tenho contra o sexo, adoro, é coisa que me deixa extasiado, havia de ser sempre com uma belíssima banda sonora, uma vezes de manhã cedo à vista do Alentejo outras nas madrugadas geladas de Nova Iorque, umas rapidinhas aqui e ali, dentro de um elevador, num lugar público, isso agora não importa.

- Continuo sem entender.

- É que me custa... Como dizer isto? Há uma linha de privacidade que só se ultrapassa com aquilo a que os livros chamam de amor. Ou de paixão, nunca compreendi muito bem.

- Você é um gajo estranho. Então se uma miúda qualquer se fizer toda boa numa discoteca você não vai a correr dar-lhe a queca?

- ...

- Não vai? Epá, você é doente.

- Não, não vou. Isto é, se antes houver dança de pavão, sabe, daquelas em que a aproximação demorou uns minutos longos, se houver um timbre de voz que me agrade, se à saída da discoteca nos decidirmos pelo nascer do sol e tudo acabar na cama, não digo que não. Já o fiz, caramba.

- Lá está você. O nascer do sol, a converseta. Ó homem, sexo é sexo. É simples. É uma queca. Pega no dito e pimba...

- Epá, não. Desculpa. Eu posso estar em minoria, soçobro a isso, não contesto, a esta hora devem estar milhões de pessoas, olhe, a pagar por uma queca sem beijos nem conversa. Mas faz-me confusão, isso. Acho que perdia a tusa toda.

- Você é muito estranho. Essa agora! Que queira namorar, eu ainda percebo. Aquilo das flores, e tal, ok, não digo que uma vez por outra isso não possa ser bonito. Mas agora tornar uma queca num romance... isso é de doidos, homem. Vai ver-se grego para arranjar mulher.

- As minhas mulheres, a quem amo eternamente independentemente do fim que fomos tendo, guardam, pelo menos, como eu, para a história, um ou dois momentos bons, no meio do ódio ou da indiferença. Não me vi grego. Levei tampas, tive noites memoráveis, até vivi com algumas e longos anos, veja lá...

- E isso deve dar-lhe uma tusa desgraçada, que elas se lembrem de si como o gajo romantico que dava quecas com a rádio ligada.

- Com música...

- Ou isso. Epá, faça-se à vida. Nem a filhos chega, assim.

- Já tenho.

- Já tem filhos?

- Já.

- Pois, isso das flores dei uma vez uma à minha mãe e à minha mulher quando ela teve o primeiro filho.

- Ela teve o primeiro filho? E o meu amigo? Ou o filho não era seu?

- Era, porra, mas está a querer dizer o quê?

- Nada. Como deu a flor à mulher quando ELA teve o primeiro filho, pensei que se fosse seu dissesse, sei lá, "quando tivemos" não "quando ela teve"...

- Epá, meta-se na sua vida!

- Abraço, chefe.

- Abraços é para os paneleiros.

- Certo, chefe.
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